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Atualizado em:-

27 - 07 - 2010

 

GALENA & ANTENA LOOP

por  Martim Carlos Jenny, Eng.  


Com  sua antena loop de quadro, você poderá ouvir várias emissoras com este pequeno projeto de Radio Galena.

Como é sabido, são varias as emissoras que chegam  com sinal forte, então aproveite e faça a sua antena trabalhar  com o circuito  abaixo:-

Duas ou três emissoras você irá ouvir sem gastos com pilhas ou energia elétrica da rede. Leve para onde quiser, desde que haja alguma emissora forte, pois, independe de tomadas ou baterias. Um sinal débil no alto falante, mas audível, ou um suficiente sinal de áudio nos fones de 8, 16 ou 32 Ohm você irá ouvir. O transformador não é crítico. Basta que tenha o primário de alta impedância e o secundário de baixa (pode ser, até mesmo, um transformadorzinho para fonte de alimentação do tipo 110/220 V para 6 ou 9 V, por exemplo) .

Observação: Na prática, os valores de capacitores e do transformador ou fone de alta impedância são escolhidos da sucatinha e acabam servindo satisfatoriamente.

Caso queira um melhor rendimento, ou seja, um nível maior possível de áudio, deverá ser lembrado que o tempo de carga e descarga dos capacitores deverá ser compatível com a freqüência média de áudio. Assim, se for utilizado um fone de muito alta impedância (fone de cristal p/ex.) ou um amplificador, teremos que introduzir em paralelo um potenciômetro de 47 Kohm com o qual podemos achar o melhor valor a fim de obtermos o tempo (=RC) adequado.

 

 

RADIO GALENA

Publicação da Revista

ELETRÔNICA POPULAR No.147

MARÇO/ABRIL DE 1970

PROJETO 01

 

 

FAÇA SEU RADIO DE GALENA

Projeto 2-

   A mais de 30 anos tenho me dedicado aos rádios valvulados e transistorizados, porém poucas vezes tive a oportunidade de ter um rádio de galena verdadeiro.
   Lembro-me que aos 14 anos montei um rádio com diodo de germânio e uma bobina de antena conhecida na época como SUPERTENA, vendida nas casas do ramo da rua Santa Efigênia em SP. Montado dentro de uma caixa de plástico daquelas que vinham acondicionadas as pilhas RAYOVAC tipo lapiseira e com um fone de ouvido do rádio Spika de minha avó, fazia furor entre meus colegas de escola.

      Alguns anos atrás, resolvi montar um rádio utilizando a pedra de galena. Após pesquisa nos meus alfarrábios, reuni uma dezena de circuitos dos mais variados tipos e complexidade, optando por um circuito publicado no livro THE BOY MECHANIC de 1945, o qual reproduzirei em detalhes.

   O primeiro passo é conseguir o material necessário para a montagem do receptor.
   Parte desse material pode ser obtido de um rádio da sucata.

   Lista de materiais:

1-Uma base de madeira com 25cm X 25cm
2-Tubo de fenolite ou papelão de 3" X 3"1/4
    (7,5 cm de diâmetro X 8 cm de comprimento)
3-Tubo de fenolite ou papelão de 2"1/4 X 1"1/2
    (5,5cm X 3cm)
4-Cristal de galena (ver detalhes no descritivo)
5-Capacitor de .002 Microfarads ( 2 nano )
6-Fone de ouvido de alta impedância
    ( mínimo de 1 kohms )
7-Eixo de sintonia
8-Bornes para conexões
9-Soquetes de válvula
10-Solda
11-Fio de cobre de 24 a 32 AWG
12-Parafusos diversos

 

 

 

 

   De posse do material, iniciamos a construção das bobinas, onde deveremos seguir a risca todos os detalhes construtivos.
   Os tubos podem ser de fenolite, ( difícil de se encontrar atualmente ), de papelão, de plástico ou outro material isolante. O importante é que tenham as dimensões bem aproximadas indicado na lista de materiais.
    Como sugestão, pode-se utilizar cartolina para construir os tubos.  O diâmetro do fio para confecção das bobinas não é crítico, podendo variar de 24 AWG até 32 AWG, "uma boa idéia é aproveitar o fio de cobre do secundário de um transformador de saída de áudio queimado".

   Este rádio de galena emprega sintonia tipo "varycoupling", (variação do acoplamento das duas bobinas) no lugar do capacitor variável de sintonia. O varycoupling nada mais é que duas bobinas em série, sendo que a bobina menor gira de forma axial dentro da bobina maior.


  Para melhor entendimento, analise o circuito do rádio acima.

   As duas bobinas indicadas por 13 turns (13 voltas), fazem parte do enrolamento fixo (stator section), ou seja, são enroladas na fôrma de maior diâmetro.
   Na verdade ela é somente uma bobina com 26 voltas, enrolada com um espaçamento no centro, para dar lugar à passagem do eixo que irá movimentar a bobina do rotor.
   A bobina indicada por 30 turn, faz parte do rotor (rotor sect.), que também possui um espaçamento no meio, ou seja, será enrolada em duas etapas de 15 voltas.
 

Com o desenho ao lado, podemos facilmente verificar como ficará a construção das bobinas externa e interna que compõem o varycoupling
Note que a conexão da bobina interna (rotor) com a bobina externa é feito com fio flexível (flex leads). Eu usei o fio de cone de auto-falante, vendido em casas de conserto destes componentes. Outra particularidade na construção das bobinas, é o sentido de enrolamento das mesmas. Notar pelo desenho que o sentido de enrolamento do rotor é inverso ao do estator. O estator é enrolado no sentido horário e o rotor no sentido antiorário.

 

   Agora vamos construir o alojamento da pedra de galena.
   Como podemos notar na figura ao lado, para acondicionar o cristal de galena, foi utilizado um soquete de uma válvula queimada de 4 pinos, tipo 80 (retificadora), porém um soquete de válvula de 8 pinos ou outra qualquer que tenha sua base de baquelite, servirá para nosso propósito.
   O cristal de galena, nada mais é que um diodo semicondutor, em estado natural, e para sua utilização, teremos que ter dois contatos com o mesmo.

   O primeiro contato será feito, envolvendo o cristal de galena com estanho (crystal holder). Para isso, providencie uma caixinha do tamanho aproximado de um dedal (se você não sabe o que é dedal, pergunte para sua avó ou sua mãe), que caiba dentro do soquete da válvula (esta caixinha servirá somente como molde). Coloque a pedra de galena dentro desta caixinha e com o ferro de solda, vá derretendo o estanho até que o mesmo atinja metade do cristal.        Veja a ilustração acima.
   Após o estanho esfriar, desenforme da caixinha e com um leve toque do ferro de solda, solde um pedaço de fio no bloco de estanho que está fixando o cristal.
   Este fio deverá ser soldado em um dos pinos do soquete da válvula. Providencie a soldagem de um outro pedaço de fio, em outro pino do soquete. Este segundo fio, será o outro contato do cristal, indicado no desenho como "positive contact on cristal".          Faça um furo na lateral do soquete da válvula e fixe com parafuso o segundo fio junto com um pedaço de arame de aço ou alfinete de fralda, para que este contato tenha efeito de mola.        Após concluída  todas as conexões, fixe o cristal com sua base de estanho, no soquete da válvula, utilizando vela derretida ou parafina.
   Se você conseguir chegar até este ponto, terá construído um dispositivo bem próximo do que era conhecido nos velhos tempos como "Bigode de Gato",(Catwhisker).
 

Bem, aí está uma visão de como ficará nosso rádio de galena.
Neste ponto, ficou faltando o acoplamento do rotor com o estator. Para isso, usei um eixo de sintonia daqueles que eram usados em velhos rádios tipo rabo quente, para girar a cordinha do dial.
Este eixo é composto de uma bucha com rosca nas duas extremidades, que será fixado com duas porcas no estator, tendo no interior desta bucha, o referido eixo que terá uma de suas extremidades colada ou parafusada ao rotor.

   Este ponto da montagem deverá ser feito com muita cautela para que o alinhamento do rotor em relação ao estator seja o mais centralizado possível, evitando que o tubo da bobina interna raspe no tubo da bobina externa.
   Através das fotos, tenho certeza que não haverá maiores dificuldades na montagem deste rádio de galena.

   Finalizando, a pedra de galena é um dos pontos críticos nesta montagem. Eu consegui um pedaço com um velho amigo aqui em minha cidade, mas tenho certeza que se você entrar em contato com algum radioamador ou radiotécnico mais antigo eles irão ajudar.
   Lembro-me de ter ouvido falar que estas pedras eram muito comuns em beira de estrada de ferro, misturada nas britas (não sei se esta informação é correta).
   Em todo caso, se você não conseguir a pedra de galena, poderá substituí-la por um diodo de germânio destes usados em rádio transistorizado, na etapa detetora, cujo efeito será o mesmo, porém não tão original.

 

Para funcionar nosso rádio de galena, vamos precisar de uma boa antena e um bom terra, juntamente com um fone de ouvido de alta impedância e uma dose extra de paciência para procurar as estações. Se chegou até aqui na montagem, voce é persistente o bastante para fazê-lo funcionar.
Qualquer dúvida, não exite em me contactar.

 

João A.B.Mello.

 

Lembrete:


 

   1-Devido a este tipo de rádio não ser alimentado com nenhum tipo de fonte ou bateria, o nível de áudio obtido nos fones é muito baixo, e de difícil percepção, sendo necessário estar em um ambiente bem silencioso.
   2-Tente captar inicialmente, as estações mais fortes de sua cidade, e se estiver usando o "bigode de gato", terá que achar com o alfinete, o ponto exato do semicondutor, existente na pedra de galena , (vá cutucando levemente a pedra) perceptivel através de um leve chiado. Com o auxílio do eixo de sintonia, varie o acoplamento das duas bobinas, até conseguir ouvir a estação local.

 

RADIO DE GALENA

PROJETO 2- fonte: QTC BRASIL

PROJETO 3


 

Material necessário:
• uma base de madeira de 25cm x 25cm
• um canudo de cerca de 15em de comprimento por 3em de diâmetro (pode ser de papelão, de PVC ou outro plástico isolante qualquer)
• 45 metros de tio de cobre esmaltado (n- 28 ou 30)
• um fone de ouvido simples, desses que acompanham pequenos rádios de pilha (fone de cristal)
• dois capacitores de cerâmica: um de 250 pF e outro de 100 pF
• um diodo de germânio ou silício
• 15 percevejos
• fita adesiva
• um pedaço de lixa fina
 
MONTAGEM
 

Antena (A)
 

Para se construir uma boa antena é recomendável utilizar aproximadamente 20m de fio bem esticado, a uma boa altura do chão (5m pelo menos) e presa a objetos isolantes. Uma das extremidades da antena deve ser lixada e conectada a uma das extremidades da bobina no ponto 1, indicado na figura. Bobina (L)
 

Para se construir a bobina enrola-sé o fio de cobre esmaltado, dando-se cerca de 100 voltas no tubo isolante. As voltas de fio devem ficar bem encostadas umas nas outras, sem superposição. A primeira e a última volta devem ser presas ao tubo com fita adesiva, deixando-se uma sobra de 20cm de fio em cada extremidade. Lixam-se as pontas dessas sobras para tirar o esmalte e permitir os contatos elétricos. Lixa-se também cerca de l cm de largura ao longo de todo o comprimento da bobina. Essa faixa servirá para fazer contato elétrico, variando-se o número de voltas conectadas ao restante do receptor. Terra (T)
 

A ligação com a terra pode ser feita através do encanamento da sua casa (desde que seja metálico) ou através de um pedaço de ferro forcado no chão. Capacitor (C l)
 

O capacitor C l (250 pF) deve ser colocado em paralelo com a bobina. Um dos seus terminais deve ser ligado à terra em 5 e o outro fixo em 3.
 

Do ponto 3 sai um pedaço de fio. A extremidade livre desse fio deve ser encostada na parte lixada do enrolamento(4), podendo percorrê- la de ponta a ponta. Esse fio é chamado cursor. Com isso, pode-se introduzir no circuito um número variável de voltas da bobina.
 

Diodo (D)
O diodo deve ter um terminal conectado em 3 e o outro em 6.
Capacitor (C 2)
O capacitor C 2 (100 pF) deve ter um terminal conectado ao diodo, em 6, e o outro à terra, em 7.
Fone (F)
O fone deve ser conectado em paralelo com o capacitor C 2, em 6 e 7.
 

Não se esqueça que em todos os pontos de conexão (1 a 7) as extremidades dos fios de cobre devem ser lixadas antes, para permitir os contatos elétricos.
 

As conexões devem ser fixadas na base de madeira através dos percevejos, exceto a extremidade livre 4 (cursor), que poderá ser presa ao enrolamento por um pedaço de fita adesiva
 

Coloque o fone no ouvido e percorra lenta e cuidadosamente com o cursor a parte lixada do enrolamento da bobina, procurando sintonizar uma estação de onda média local.
 

 

 

RÁDIO DE CRISTAL DE GERMÂNIO

PROJETO 4


Um radio a cristal bem simples de construir pois tem poucas peças e não utiliza pilhas ou bateria. Tal façanha se deve a propriedade do diodo de germânio em captar as ondas de radio e da sensibilidade do ouvido humano.

Construção:

Materiais:

  • Tudo de plástico ou PVC. Pode ser usado um frasco de plástico desde que tenha entre 7 e 8cm de diâmetro e de 10 a 15 cm de comprimento.
  • 15 metros de fio de cobre esmaltado 22 (AWG).
  • Diodo de germânio OA91, 1N34A ou equivalente
  • Um fone (destes utilizado em telefone)
  • Um lápis ou haste de madeira ou plástico
  • Garras jacaré ou prendedores metálicos
  • Um antena composta de um fio de 10 a 15 metros, qualquer fio metálico serve

Faça dois furos nas duas extremidades do tubo a uma distância de 2.5 cm entre eles, estes furos servirão para fixar a ponta do fio de cobre esmaltado.

Frasco com furos nas extremidades

Enfie o fio de cobre esmaltado nos furos de uma das extremidade do tubo deixando uma ponta de mais ou menos 15 cm.

  Passagem do fio nos furos do frasco

Agora pegue o outro extremo do fio de cobre esmaltado e comece a enrolar sobre o tubo. Quando tiver enrolado cinco espiras coloque um lápis sobre as espiras e passe o fio de cobre esmaltado sobre o mesmo.

Frasco com as primeiras espiras e a primeira tap  

Continue enrolando outras cinco espiras sobre o tubo e passando a última sobre o lápis. Faça isso até qque o tubo esteje completamente envolvido.

Frasco totalmente prenchido pelo fio de cobre

Corte o fio de cobre esmaltado uns 15 cm além do tubo e passe o mesmo pelos furos do tubo que estão na extremidade do tubo. Pronto, está pronta nossa bobina com seus taps a cada 5 espiras.

Frasco mostrando todas as espiras e os taps

Uma extremidade

 Retire cuidadosamente o lápis deixando destacadas as espiras que passaram sobre o mesmo.

Outra exremidade

Agora, munido de uma faca ou lixa fina, retiramos o esmalte das pontas e da parte superiora das espiras que passaram sobre o lápis deixando assim pronto para o contato elétrico.

Bobina pronta para conexão

Agora uniremos o diodo de germânio a uma garra jacaré. É melhor soldar esta conexão.

Diodo de germânio  

A outra extremidade do diodo deverá ser conectada ao fone de ouvido que por sua vez, terá a outra extremidade ligada a ponta do fio de cobre esmaltado da extremidade inferior da bobina que também deverá ser conectada ao fio terra. A outra extremidade da bobina, extremidade superior do tubo, devrá ser conectado a nossa antena feita com o fio metálico. (veja o esquema elétrico)

Esquema elétrico

Por último, uniremos a garra jacaré a um dos taps da bobina. Neste momento, deverá ser ouvido nos fones os sinais de uma emissora próxima, com calma, vá trocando a garra jacaré de taps em taps até obter o melhor sinal sintonizado. A boa qualidade da antena e do terra influenciam na intensidade dos sinais..

Rádio completo  

Para que as conexões não se rompam, coloque todo o conjunto sobre uma pequena tábua.

Radio na base

 

 


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