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Desde 10/10/2007



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Data Manager PY5GW |
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PU2YYP-L 146.580 Subtom 74.4 -SIMPLEX MAIRIPORÃ- SP
PU2YYP-R 146.470 Subtom 88.5- SIMPLEX MAIRIPORÃ- SP
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Desenvolvimento
e manutenção
Eduardo L. Castaldelli - PU2YYP
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Atualizado em:-
14- 12- 2011
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PROPAGAÇÃO
Propagação das Ondas de Rádio
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As ondas de rádio são uma forma de radiação
eletromagnética similar às ondas sonoras e à luz visível, mas diferindo
destas quanto ao modo como são geradas e detectadas (i.e. transmitidas e
recebidas), assim como a forma como se propagam no espaço, a uma
velocidade aproximada de 300.000 km/s (a velocidade da luz). As ondas de
rádio podem ser refletidas, refratadas e difratadas, e apresentam perda
de energia devido fatores como a freqüência usada e a distância
percorrida, assim como a atenuação no espaço livre e outros tipos de
perda.
Modos de Propagação
As ondas de rádio, dependendo da freqüência
utilizada, se propagam de diferentes modos, brevemente referidos a
seguir:
-
propagação por onda terrestre: as ondas de
rádio se propagam acompanhando a superfície da Terra, possibilitando
comunicações além do horizonte. Este modo ocorre mais comumente nas
transmissões em LF e MF (i.e. ondas longas e ondas médias).
-
propagação por onda celeste: as ondas de
rádio são refratadas pela ionosfera de volta à Terra, possibilitando
comunicações a longa distância. As transmissões em HF (i.e. ondas
curtas) propagam-se desse modo. Também referida como propagação
ionosférica.
-
propagação por visibilidade: as ondas de
rádio propagam-se ao longo de linhas quase retas do transmissor ao
receptor; as antenas transmissora e receptora estão visíveis entre si.
Transmissões em VHF e UHF (e.g. FM, TV-VHF e TV-UHF) propagam-se por
visibilidade (ou linha de visada).
Atmosfera Terrestre
Para compreender como as ondas se propagam no espaço,
convém conhecer a composição da atmosfera terrestre e os fatores que a
afetam. A atmosfera é dividida em três camadas. A camada inferior é a
troposfera, com uma altura de até 11 km. Sua influência na propagação se
dá por meio de atenuações devido a chuva, neve, vapor d'água, etc. A
camada intermediária é a estratosfera, que alcança uma altura de 50 km,
tendo efeito desprezível na propagação. A camada superior é a ionosfera,
estendendo-se até aproximadamente 400 km de altura em relação à
superfície terrestre. Esta última camada, no que diz respeito às ondas
curtas, é a mais importante a ser analisada.
Troposfera
A troposfera é a camada mais baixa da atmosfera,
sendo nela onde ocorrem todos os fenômenos climáticos. Não existe
praticamente ionização na troposfera. Geralmente a troposfera é
caracterizada pelo decréscimo constante de temperatura e de pressão, bem
como a diminuição da densidade, à medida que a altitude aumenta.
A refração das ondas de rádio na troposfera é função
de diversas variáveis meteorológicas. Devido ao aquecimento desigual da
superfície o ar está em constante movimento, provocando pequenas
turbulências, que com o aumento da altitude tornam-se menos intensas.
Essas turbulências têm pouco efeito nas ondas transmitidas usando
freqüências inferiores a 30 MHz (ou seja, abaixo da faixa de alta
freqüência), devido ao fato do comprimento de onda ser grande em relação
ao tamanho da turbulência. Quando uma frente de onda passando através da
troposfera encontra uma turbulência, uma pequena quantidade de energia é
espalhada a partir da onda incidente. É como se a turbulência recebesse
o sinal e o irradiasse. Como apenas uma parte da energia irradiada é
reirradiada pela turbulência, o nível de potência do sinal do
espalhamento troposférico é extremamente baixo, resultando em uma baixa
eficiência.
As características de propagação na troposfera variam
sob certas condições de tempo, e podem permanecer invariáveis por um
longo período. Em elevadas altitudes, ocorrem constantemente inversões
de temperatura, por causas variadas (e.g. uma massa de ar quente
passando sobre uma massa fria, o rápido resfriamento da superfície
depois do crepúsculo, o aquecimento do ar acima das nuvens por reflexão
dos raios solares na superfície superior destas). Estas inversões de
temperatura provocam refrações radicais, com a onda transmitida
refratando-se continuamente nos limites inferior e superior da inversão.
Dessa forma, é criado um "duto troposférico" onde as ondas ficam retidas
por distâncias consideráveis, até a inversão de temperatura ser
normalizada. Embora a transmissão por dutos troposféricos seja altamente
desejável, não é usada freqüentemente devido à imprevisibilidade da
formação dos dutos. |
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Estratosfera
A estratosfera, localizada entre a troposfera e a
ionosfera, apresenta temperatura praticamente constante (por isso sendo
também chamada de região isotérmica). Além disso não é sujeita a
inversões de temperatura, tampouco pode causar refrações significativas.
Para efeitos de propagação das ondas de rádio, a estratosfera pode ser
considerada como uma camada inerte.
Ionosfera
A ionosfera não constitui-se em uma camada homogênea,
sendo dividida em sub-camadas, ou regiões, que variam no decorrer do
dia. A razão é que a ionosfera, devido à baixa densidade de gases
existente, apresenta uma grande quantidade de íons (átomos ou moléculas
que sofreram perdas ou acréscimo de elétrons, portando passando a
apresentar carga positiva ou negativa), criados em função basicamente da
radiação solar. Os elétrons livres, e não os íons, é que realmente
influem na propagação. Como a ionização é provocada pela radiação solar,
a ionosfera varia no decorrer do dia, sendo a ionização menor à noite
devido à ausência de radiação solar, permitindo a recombinação das
partículas ionizadas. A ionosfera é dividida nas seguintes camadas,
variando conforme a altitude em relação à superfície terrestre: D,
E, F. |
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A camada D estende-se de 50 km a 70 km,
possuindo ionização reduzida, e somente existindo durante o período
diurno; após o pôr do sol essa camada desaparece devido à rápida
recombinação iônica. A camada D consegue refratar apenas as ondas
de baixa freqüência; todavia, também influi nas ondas, atenuando-as ou
mesmo absorvendo-as.
A camada E estende-se de 70 km a 100 km,
possuindo um maior grau de ionização, mas também existindo apenas
durante o período diurno. As freqüências refratadas por essa camada são
mais altas do que as freqüências refratadas pela camada D.
Eventualmente, pode ser observada nessa camada a Esporádica E,
que como o próprio nome diz pode se formar a qualquer instante, tendo
duração e dimensões imprevisíveis. Também pode se formar durante a
noite, alterando o percurso das ondas transmitidas, que seriam
refratadas a uma altura inferior.
A camada F é composta por duas camadas
distintas, F1 (de 100 km a 200 km) e F2 (de 200 km a 400
km). À noite, ou mesmo durante o dia dependendo do ciclo solar, F1
e F2 são indistintas, resultando na formação de uma única camada,
F. O nível de ionização nessas camadas é muito alto, pois a
recombinação dos íons é mais lenta devido à atmosfera ser mais rarefeita
nessas altitudes. Por isso, sempre pode ser observada uma camada
ionizada. Por causa disso, e também devido à altitude em que se
encontram, essas camadas são responsáveis pelas transmissões a longa
distância em alta freqüência.
Variações na Ionosfera
A ionosfera, como foi observado, não é um meio
homogêneo tampouco estável, apresentando variações a intervalos de tempo
determinados, ou por outras razões, algumas enumeradas abaixo:
-
variações ao longo do dia: A radiação solar,
conforme comentado anteriormente, modifica a densidade de elétrons da
ionosfera. Ou seja, a ionização varia em função da posição do Sol,
aumentando progressivamente pela manhã até alcançar um máximo no
início da tarde, depois decrescendo, sendo substancialmente reduzida à
noite (quando há ausência de atividade solar).
-
variações sazonais: As freqüências máximas
de operação variam sazonalmente, i.e. em função da estação do ano.
Esta é uma das principais razões pelas quais ocorre o câmbio de
freqüências por parte das emissoras de ondas curtas pelo menos duas
vezes ao ano, próximo aos equinócios da primavera e outono.
-
variações causadas pelo ciclo solar: A
atividade solar não é constante. Pelo contrário, obedece a um ciclo
que se renova a cada 11 anos, aproximadamente, chamado ciclo solar.
Este ciclo pode ser observado pela atividade solar, ou mais
precisamente pela atividade das manchas solares (regiões de
temperaturas relativamente baixas localizadas na superfície do Sol).
Quando o número de manchas solares é elevado, a ionosfera apresenta
uma densidade maior de elétrons; conseqüentemente, a propagação
melhora para as freqüências mais altas. Valores mensais da atividade
das manchas solares, e valores futuros preditos, são computados por
vádios centros de pesquisa, o que auxilia na determinação da faixa de
freqüências a utilizar.
-
variações em função da latitude: Devido à
incidência menor da radiação solar nas áreas próximas aos pólos, a
densidade de elétrons é menor na ionosfera nessas áreas, comparando
com as áreas próximas ao equador.
Além dos fatores acima enumerados, existem alguns
outros que podem causar modificações na consistência da ionosfera, como
por exemplo o "Espalhamento F", que acontece quando a camada F
se torna difusa devido à ocorrência de irregularidades, fazendo com que
a onda recebida seja na verdade a superposição de diferentes ondas
refratadas de diferentes alturas e posições na ionosfera em curtos
momentos.
Tipos de Onda Transmitida
Basicamente, há dois tipos de ondas eletromagnéticas
transmitidas: a onda terrestre e a onda celeste. A onda terrestre é
grandemente afetada pela condutividade da Terra e quaisquer obstáculos
tais como colinas ou edifícios. A onda terrestre é composta de três
ondas distintas: onda direta, onda refletida, e onda superficial, como
visto adiante. Já a onda celeste se propaga através da atmosfera,
refratando-se na ionosfera, e retornando de volta à superfície
terrestre, podendo alcançar longas distâncias.
Onda Terrestre
A onda superficial se propaga em contato com a
superfície da Terra. Devido à condutividade terrestre uma porção da
energia da onda superficial é absorvida pela superdície terrestre. O
grau de absorção varia de modo inversamente proporcional à condutividade
da superfície: quanto maior a condutividade menor é a absorção, e maior
é o ângulo de inclinação (o ângulo entre a superfície e o plano de
transmissão), resultando em um maior alcance da onda superficial. Por
exemplo, transmissões sobre água salgada têm alcance consideravelmente
maior se comparado com transmissões sobre terra. |
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A onda direta se propaga quase numa linha reta entre
o transmissor e o receptor. A onda direta é ligeiramente inclinada pela
refração troposférica, fazendo com que a onda se incline em direção à
superfície terrestre, com a transmissão se estendendo além do horizonte
visual. É também chamada de onda troposférica. |
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A onda refletida é a porção da onda terrestre que é
refletida na superfície. A intensidade com que a onda é refletida
depende do coeficiente de reflexão da superfície contra a qual ela se
choca e do ângulo de incidência. Embora este ângulo e o ângulo de
reflexão sejam iguais, há uma variação na fase das ondas incidente e
refletida, com uma defasagem de 180o. Este
tipo de onda é considerado indesejável em certos casos, podendo provocar
o cancelamento completo da onda na antena receptora caso esta receba
simultaneamente a onda direta e a onda refletida com a mesma amplitude.
Contudo, em geral o cancelamento é parcial, pois além da defasagem não
ser exatamente de 180o devido ao fato da onda
refletida demorar mais tempo para chegar à antena receptora, a onda
refletida pode apresentar uma menor intensidade causada pela absorção
parcial da onda irradiada. |
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Onda Celeste
A onda celeste é a onda irradiada em uma direção tal
que o ângulo em relação à superfície terrestre é suficientemente grande
para direcioná-la à ionosfera, onde a onda é refratada de volta à
superfície. Esta onda pode ser refletida de volta à ionosfera, repetindo
o processo. É dessa forma que as ondas curtas comumente se propagam,
possibilitando transmissões a longa distância.
A ionosfera influi decisivamente na propagação por
onda celeste. Geralmente age como um condutor absorvendo parte da
energia da onda transmitida, mas também age como um espelho rádio,
refratando a onda celeste de volta à superfície. A capacidade da
ionosfera em retornar uma onda de rádio depende de fatores como a
densidade de íons, ângulo de irradiação e freqüência de transmissão. A
onda pode mesmo nem ser refratada, passando através da ionosfera. |
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A distância entre a antena transmissora e o ponto de
retorno à superfície depende do ângulo de irradiação, que por sua vez é
limitado pela freqüência, pois quanto maior a freqüência utilizada mais
difícil é a refração, apesar de resultar em um alcance maior. Cada
camada na ionosfera pode refratar ondas de rádio até uma freqüência
máxima, a MUF (Maximum Usable Frequency - Máxima FreqÜência
Útil). Dessa discussão conclui-se que existe uma "freqüência ótima", a
OWF (Optimum Work Frequency - Freqüência Ótima de Trabalho), que
representa um determinado percentual da MUF. Além do estado da
ionosfera, fatores como comprimento do circuito e outros descritos
anteriormente (ciclo solar, sazonalidade, etc) são usados para
determinar a MUF para determinada hora e camada da ionosfera, ou então
uma predição de seu valor baseada em observações efetuadas ao longo do
tempo. |
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O ângulo de irradiação também é importante. Sabe-se
que acima de uma determinada freqüência as ondas transmitidas não são
refratadas, continuando pelo espaço. Contudo, se o ângulo de irradiação
for reduzido, parte das ondas de alta freqüência retornam à superfície.
O maior ângulo no qual uma onda é propagada e retornada à terra após ser
refratada na ionosfera é chamado de ângulo crítico para aquela
freqüência em particular.
O ângulo de irradiação pode ser aproximadamente
determinado em função da freqüência utilizada e a distância entre
transmissor e receptor:
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1,5-3,0 MHz: Baixo ângulo de irradiação para
longas distâncias. Um alto ângulo de irradiação pode causar
desvanecimento da recepção da onda terrestre.
-
3,0-7,0 MHz: Bom retorno da onda celeste
para qualquer ângulo. Ângulo de irradiação alto pode ser utilizado
para alcances entre curtos e moderados, enquanto ângulo de irradiação
baixo deve ser usado para transmissões a longas distâncias.
-
7,0-12,0 MHz: Ângulo de irradiação de 45o
a 30o para distâncias curtas ou moderadas.
Baixos ângulos de irradiação devem ser usados para longas distâncias.
-
12,0-30,0 MHz: Não é útil para distâncias
curtas. O máximo ângulo útil para freqüências entre 12 e 16 MHz é
cerca de 30o. À proporção que a freqüência é
aumentada, o ângulo deve ser reduzido; acima de 28 MHz o ângulo deve
ser menor que 30o.
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O caminho desde o transmissor até o retorno à
superfície é denominado "salto". Dependendo da distância até o receptor,
uma onda pode efetuar mais de um salto (a onda reflete na terra e volta
à ionosfera onde é refratada, e assim por diante). Denomina-se
"distância de salto" à distância entre o transmissor e o retorno à
superfície, ou a distância entre cada salto efetuado. Uma parte da onda
irradiada pode propagar-se por onda superficial, contudo com um alcance
limitado a curtas distâncias com respeito ao transmissor. A região na
superfície terrestre que se estende desde o limite do alcance da onda
superficial até o ponto de retorno após o primeiro salto não recebe
nenhuma onda transmitida, sendo chamada "zona de silêncio". |
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As camadas que formam a ionosfera sofrem
consideráveis variações em altitude, densidade e espessura, devido
principalmente à variação na atividade das manchas solares, conforme
discutido anteriormente. Durante os períodos de máxima atividade solar a
camada F é mais densa e ocorre a altitudes maiores, influindo
decisivamente na distância de salto e no alcance das ondas de rádio
transmitidas. À noite, com a ausência de atividade solar, os sinais que
seriam normalmente refratados pelas camada D e E são
refratados pela camada F, resultando em uma distância de salto
maior. |
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Fatores de Degradação do Sinal
O sinal transmitido não chega ao receptor com a mesma
potência. A propagação das ondas de rádio impõe perdas ao sinal,
existindo diversas causas para a degradação do sinal. Dentre as
principais causas pode-se citar o desvanecimento (fading), a
absorção, e o ruído.
Desvanecimento
O termo "desvanecimento" é utilizado para referir-se
a qualquer flutuação ou variação na intensidade de um sinal que ocorra
no receptor durante o período em que esse sinal é recebido. O
desvanecimento pode ocorrer em qualquer ponto onde tanto a onda
terrestre quanto a onda celeste sejam recebidas. Nesse caso as duas
frentes de onda podem chegar fora de fase, causando o cancelamento do
sinal útil. Em áreas onde prevalece a propagação da onda celeste, o
desvanecimento pode ser causado por duas frentes de onda celeste que
percorram percursos diferentes, chegando defasadas ao receptor.
Variações na absorção e no comprimento do caminho da
onda na ionosfera provocam também desvanecimento. Ocasionalmente, um
distúrbio repentino na ionosfera causa a completa absorção de toda
irradiação da onda celeste. O desvanecimento também se manifesta quando
o receptor se localiza perto da fronteira da zona de silêncio ou quando
a freqüência de trabalho tiver um valor próxima ao valor da MUF. Nesses
casos, pode ocorrer a queda da intensidade do sinal recebido a níveis
praticamente nulos. |
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A principal causa de desvanecimento nos circuitos
ionosféricos é a propagação em percursos múltiplos, quando um sinal
percorre diferentes caminhos até chegar ao receptor. Se as ondas
recebidas estiverem defasadas, será produzido um sinal fraco ou
desvanecido. Por outro lado, se as ondas forem recebidas em fase, um
sinal mais forte será recebido. Pequenas alterações no percurso de
transmissão podem causar variações na diferença de fase entre as ondas
recebidas. |
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Ruído
Existem diversas fontes de ruído que afetam a
recepção da onda de rádio. O ruído pode ser originado na Natureza
(fontes naturais) ou gerado pelo Homem (fontes artificiais). No primeiro
caso enquadra-se o ruído atmosférico, que é geralmente a maior causa de
ruído na faixa de alta freqüência, sendo maior nas regiões equatoriais,
diminuindo com a latitude crescente. Também nesse caso enquadra-se o
ruído cósmico, oriundo do espaç sideral, e que afeta mais as altas
freqüências. No segundo caso, podem ser incluídos os ruídos causados por
ignição de motores de combustão, linhas de transmissão, lâmpadas
fluorescentes, máquinas em geral, cabos elétricos, dentre outros. Este
tipo de ruído está diretamente relacionado ao avanço tecnológico e/ou à
densidade populacional nas áreas onde é recebido o sinal. Como os ruídos
artificiais tendem a ser verticalmente polarizados, a seleção de uma
antena polarizada horizontalmente irá auxiliar na redução dos efeitos do
ruído.
Atenuação Ionosférica
A camada D provoca atenuação nas ondas que a
atravessam. A capacidade de absorção varia de acordo com o ciclo solar,
sendo maior em torno ao máximo solar. Também varia sazonalmente e ao
longo do dia, sendo maior no verão e ao meio-dia. Pode-se dizer então
que a absorção varia de acordo com o grau de ionização de D.
Condições Climáticas
O tempo é um dos diversos fatores que afetam a
propagação. Dependendo do fenômeno climático, as ondas de rádio podem
ser transmitidas a distâncias maiores, ou atenuadas substancialmente.
Infelizmente, não há regras que predigam os efeitos do tempo nas
transmissões, pois as variáveis do tempo são complexas e sujeitas a
variações freqüentes. Qualquer discussão deve ser limitada a termos
gerais.
A atenuação devido às gotas de chuva é maior do que a
atenuação devido água em outras formas/estados. A atenuação pode ser
causada por absorçào, com as gotas de chuva atuando como um dielétrico
pobre, absorvendo a potência da onda eletromagnética e a dissipando por
aquecimento ou espalhamento. A atenuação é significativa para as
freqüências acima da faixa de VHF.
A atenuação devido ao nevoeiro é similar à atenuação
por gotas de chuva. É mais crítica para freqüências acima de 2 GHz,
acima da faixa de UHF. Já a atenuação por granizo é determinada pelo
tamanho das pedras e sua densidade. Como o gelo possui um índice de
refração mais baixo, a atenuação por granizo é consideravelmente menor
do que devido às gotas de chuva.
Bibliografia consultada:
- Eletrônica, volume II, capítulo XVIII, pp.
211-240. Diretoria de Comunicações e Eletrônica da Marinha.
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